22:57
nada.
22:59
nada.
23:01
ansiedade.
23:03
nada.
23:06
suspiro.
23:30
nada.
23:48
nada.
00:20
foda-se.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Espera (in)cansável
- Falou com ele? - minha mãe perguntou com urgência.
- Não. Não falei. - respondi, firmemente.
- E por quê não? Não é hoje o tal dia?
- Sim... é...
- Espera, ele vai te ligar. - ela tentou me animar, com essa falsa ilusão.
- Não mãe, ele não vai.
Ela sabia que eu não iria me afogar em uma ilusão criada pra levantar o meu astral.
Suspirei, encarei o telefone e fui para o meu quarto.
Já era hora de eu aprender a ver a diferença.
- Não. Não falei. - respondi, firmemente.
- E por quê não? Não é hoje o tal dia?
- Sim... é...
- Espera, ele vai te ligar. - ela tentou me animar, com essa falsa ilusão.
- Não mãe, ele não vai.
Ela sabia que eu não iria me afogar em uma ilusão criada pra levantar o meu astral.
Suspirei, encarei o telefone e fui para o meu quarto.
Já era hora de eu aprender a ver a diferença.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Chamada (quase) perdida
- Alô?
- Bom dia, Henrique, posso falar com o Kiko?
- Olha, ele ainda deve estar dormindo, ele tá um pouco doente... quem tá falando?
- A Ana! - percebi que nem minha voz ele reconhecia mais.
- Ana...?
- A Ana, ué! Ana Sanson! - exclamei.
- Ana?... Meu Deus... Ana!! - ele começou a gritar no telefone.
- Pois é - dei uma risada - Sumí, né...
- Ana... fazem 2 anos.
- Eu sei - o que ele havia dito me fez ficar com vontade de chorar.
- Vamos fazer assim; me deixa teu telefone, que mais tarde ele te liga, pode ser?
- Claro, então era isso mesmo, obrigada Henri...
- Ana? - ele me interrompeu.
- Sim? Pode falar, estou ouvindo.
- Todo mundo sente sua falta... Mesmo em dois 2 anos a gente ainda sente sua falta.
- Eu também. Todos os dias.
E assim que eu desliguei o telefone, corrí para o meu quarto, peguei aquela caixa e fiquei revivendo tudo aquilo. Peguei uma das fotos com a equipe inteira, olhei fixamente para todos aqueles rostos e a nostalgia me pegou desprevenida. Tentei não chorar; foi inútil.
- Bom dia, Henrique, posso falar com o Kiko?
- Olha, ele ainda deve estar dormindo, ele tá um pouco doente... quem tá falando?
- A Ana! - percebi que nem minha voz ele reconhecia mais.
- Ana...?
- A Ana, ué! Ana Sanson! - exclamei.
- Ana?... Meu Deus... Ana!! - ele começou a gritar no telefone.
- Pois é - dei uma risada - Sumí, né...
- Ana... fazem 2 anos.
- Eu sei - o que ele havia dito me fez ficar com vontade de chorar.
- Vamos fazer assim; me deixa teu telefone, que mais tarde ele te liga, pode ser?
- Claro, então era isso mesmo, obrigada Henri...
- Ana? - ele me interrompeu.
- Sim? Pode falar, estou ouvindo.
- Todo mundo sente sua falta... Mesmo em dois 2 anos a gente ainda sente sua falta.
- Eu também. Todos os dias.
E assim que eu desliguei o telefone, corrí para o meu quarto, peguei aquela caixa e fiquei revivendo tudo aquilo. Peguei uma das fotos com a equipe inteira, olhei fixamente para todos aqueles rostos e a nostalgia me pegou desprevenida. Tentei não chorar; foi inútil.
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