- Alô?
- Bom dia, Henrique, posso falar com o Kiko?
- Olha, ele ainda deve estar dormindo, ele tá um pouco doente... quem tá falando?
- A Ana! - percebi que nem minha voz ele reconhecia mais.
- Ana...?
- A Ana, ué! Ana Sanson! - exclamei.
- Ana?... Meu Deus... Ana!! - ele começou a gritar no telefone.
- Pois é - dei uma risada - Sumí, né...
- Ana... fazem 2 anos.
- Eu sei - o que ele havia dito me fez ficar com vontade de chorar.
- Vamos fazer assim; me deixa teu telefone, que mais tarde ele te liga, pode ser?
- Claro, então era isso mesmo, obrigada Henri...
- Ana? - ele me interrompeu.
- Sim? Pode falar, estou ouvindo.
- Todo mundo sente sua falta... Mesmo em dois 2 anos a gente ainda sente sua falta.
- Eu também. Todos os dias.
E assim que eu desliguei o telefone, corrí para o meu quarto, peguei aquela caixa e fiquei revivendo tudo aquilo. Peguei uma das fotos com a equipe inteira, olhei fixamente para todos aqueles rostos e a nostalgia me pegou desprevenida. Tentei não chorar; foi inútil.
domingo, 4 de julho de 2010
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