quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Despedida

Adeus? Até logo? Até mais? A gente se vê? Tchau? Qual seria a melhor palavra pra eu poder me despedir de você? Ah, lembrei; não existe palavra porque não quero me despedir de você. Infelizmente, as coisas não são como a gente quer né amiga. Você entrou esse ano no São Luís. Pensei que seria mais uma das meninas novas que talvez, eu não iria querer como amiga porque era muito tímida e não falava com ninguém, devia ser chatinha, metida, irritante e boba! É. Mas as aparências enganam e MUUUITOO! Virasse uma das minhas melhores amigas, sempre me aconselhando, sempre me ajudando, quando eu não tava muito bem no colégio, que eu não queria falar às vezes pra Melissa, eu falava pra ti porque só você ia me entender, e mesmo que 'não entendesse' sabia MUITO BEM o que falar e COMO falar. E eu que nem gosto de despedidas, estou sendo obrigada a fazê-la. Não fui forte, as lágrimas ameaçaram cair a qualquer momento, aliás estão saltando agora enquanto escrevo essa carta pra ti e o coração quase salta do peito. Há muita coisa que eu quero dizer: quero desejar boa sorte, quero agradecer o que aprendi e o que relembrei de como é ter uma amiga de verdade, quero poder dizer o quanto alguns meses fizeram a diferença na minha vida, em como puderam me ajudar tanto. Pra minha infelicidade tem uma hora que as coisas acabam. Ou continuam, só por preguiça ou falta de coragem de darmos um fim a elas, até irem murchando, embolorando. E isso eu não quero, nem você, certo? Durante todo esse tempo, eu disse tudo o que sabia (e o que não sabia) com você. Você não sabe o quanto aprendí com você. Sério. Não é demagogia de despedida. Para estudar contigo, todos os dias - de segunda a sexta - por todo esse tempo, fui obrigada a olhar para trás, para frente, para os lados e, principalmente para dentro. Com a tua amizade eu me tornei de certa forma madura, e adulta. Sabe o quê mais?! Acho que pra você também vai ser muito legal. Nunca mais vais ter que me ouvir reclamando do meu ex namorado, falando que é uma droga ir pra aula morrendo de sono; que apesar de tudo ser difícil vale a pena. Vais conhecer (mais)pessoas novas, descobrir maneirar diferentes de usar as frases, suas ideias, vais ter outros pontos de vista e pontos finais. Vai viver coisas que não viveria se continuassem comigo. E não vai ser tão doloroso, afinal, você vai voltar pra tua terra, pra tua casa, pras tuas amigas de anos, de infância. por favor, nunca se esqueça de mim, porque eu NUNCA, NUUUNCA ME ESQUECEREI DE TI AMIGA! Vou falar de ti, da gabriela tímida, que apesar de ser envergonhadinha, pode ser a melhor amiga do mundo, que sempre vai estar te apoiando, vou falar pros meus filhos, pras minhas amigas e amigos, pros meus netos. Não tem uma hora certa pra se dizer adeus. E esse nosso adeus então? Rápido demais. Já vais AMANHÃ embora. Vou morrer, ai meu deus, haha :( Sempre vais estar no meu coração, como uma tatuagem, você sempre terá à mim. Msn e orkut agora que vão entrar em ação com essa maldita distância, mas, fazer o quê né. Eu te amo MUITO, IMENSAMENTE, INFINITAMENTE GABI! Nós crescemos juntas, aprendemos juntas e nos entregamos inteiras nessa amizade por bastante tempo. Agora é hora de irmos cada uma pra um lado, com os corações abertos e, tentarmos ser felizes - não para sempre, porque isso não existe, - mas sempre que possível. Muito obrigada por tudo. Mesmo!



Com muito amor e carinho, de sua eterna amiga, Ana Sanson.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sem tempo

Não existe uma hora certa para se dizer adeus.
Eu nunca fui boa em despedidas.

domingo, 23 de agosto de 2009

Escolhas e caminhos

Alguma vezes, somente o que nos separa pode nos unir.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Revertendo a situação

Enquanto a minoria se preocupa com o próximo desmatamento que ocorre na Amazônia, a maioria se preocupa com qual roupa vai na próxima festa. A natureza revida tudo o que fazemos contra ela.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Antes fosse

Quando estamos em algum obstáculo em que nos vemos, que quem está prestes a nos atacar é um animal selvagem, tentamos revidar o seu sucesso. Lutamos até o fim. Mas e quando é um amigo? Mas e quando um amigo nosso nos fere? É muito mais cruel. É muito mais desumano.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Facadas no peito

- Mas esperem, me deixem explicar...
- Não, eu não quero saber, não quero ouvir! Cale essa boca! - elas se levantaram e me deram as costas.
- Volta aqui, volta aqui, AGORA! - a minha única amiga, minha última esperança me defendeu.

Mas elas não voltaram.
- Cara, isso foi bom... - ela soltou uma risada.
- Ai, o que foi que eu fiz, eu estraguei tudo, eu NÃO ACREDITO! - abafei minhas palavras nas minhas mãos.

Mas não foi suficiente. A minha dor era muito grande e muito forte. Me debrucei sobre a mesa da cantina e chorei, chorei muito alto a ponto das outras pessoas olharem.
- Calma Ana, eu e a Lu estamos aqui, vai ficar tudo bem. - ela me tranquilizou.

A partir dali nada mais seria o mesmo. As coisas mudaram drasticamente.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Carta de desabafo

Lembra quando você me disse esses dias no MSN, que ‘ às vezes eu não te entendo, Ana. ’ Lembra-se? Pois, é. Tem dias que nem eu me entendo. Ou melhor, tem dias, não; são quase todos os dias. Eu mudei muito. Muito, muito, muito. Mudei extremamente minha vida. Meus amigos, meu inimigos, meu jeito de vestir, mudei muita coisa em mim mesma. Decepcionei muitas vezes quem eu nunca esperava decepcionar. Fui decepcionada por quem eu nunca imaginaria que poderiam me magoar. Errei muito. Ah, acho que errar é comigo mesma. Cometi muitas MERDAS, muitas BESTEIRAS. Já errei com minha família, com meus amigos, com o colégio, errei com o meu ex namorado, mas principalmente errei muito comigo mesma. Eu acordo, olho pra mim mesma no espelho e sempre me pergunto se vai ser só mais um dia, ou se dessa vez vai ser tudo diferente. Eu poderia dizer que eu não tenho amigos. Que estou sozinha, perdida entre tanta hipocrisia e tantos equívocos desse mundo. Mas eu estaria mentindo. Eu tenho sim, POUCOS AMIGOS. Que eu consigo simplesmente contar nos dedos. Não é porque eu tenho quase oitocentos CONHECIDOS no meu Orkut, que isso signifique que todos eles, são meus amigos, do CORAÇÃO. Eu tenho sim, meus amigos. O problema é que sou eu. Não são vocês. Não são meus amigos. É sempre eu, o problema. Sempre estou envolvida com algum problema, ou em alguma briga. Parece que eu tenho um ímã que atrai coisas ruins pra mim. Sou uma covarde, e sou mesmo. Estaria mentindo se dissesse que não. Covarde porque parei de nadar, achando que não era mais capaz de vencer. Apesar de que eu sempre soube que, na natação, não basta só querer, querer todo mundo quer as coisas, os sonhos, os desejos, não é mesmo, Dani? Covarde porque saí de um colégio no meio do ano, por brigas que eu mesma me envolvi. Covarde por sentir ciúmes dos meus amigos, porque tenho medo de perder eles, pras namoradas, pras ficantes, ou pros rolos intermináveis (leia-se césar, se não entendeu, tudo bem, sou complicada mesmo). Eu sei que você não acredita em deus, mas talvez se não fosse por ele, eu já teria me matado. Não. Não é porra nenhuma de emo, de drama, de exagero, ou de frescura minha. Ninguém sabe como eu sofri. Não sei porque insisto de falar da questão do Michel, mas tudo bem. Acho que não tem coisa pior, do que fazer algo e se arrepender pelo RESTO DA VIDA, ficar quase todos os dias, tentando consertar o erro mas... parece que conforme o tempo eu destruo cada vez mais. Ao invés de eu costurar um coração quebrado, eu pego uma foice e arrebento ainda mais os buracos que deixei no coração da pessoa. Muitas vezes pensei em me matar; ficava pensando ‘por que meu deus? Se você é tão forte, poderoso, e justo, POR QUE não faz NADA para amenizar o meu sofrimento?’ eu tenho muita sorte, apesar de tudo. Tenho amigos verdadeiros, que faço de tudo para não perde-los. E isso conta você, sim! Tenho uma família boa, tenho uma educação. Não fumo, não bebo, só minto um pouco às vezes, mas quem disser que nunca mentiu, tá mentindo! Não estou envolvida em DROGAS. Aquela brincadeira sua e do Giovanni... ah, que coisa não? Sinto muito. Acho que às vezes não sou uma boa amiga. Perdi o Michel, perdi muita gente já na minha vida, e sei que muitas dessas coisas não têm volta. Não vou nunca consertar. E culpada? Eu. Sempre eu. Eu tive que cair para perder tudo, mas no fim isso não tem importância. Sou chata, sou um porre, sou mandona, sou chiclete, sou MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO MUUUUUUUUUUUUUUUUITO FELIZ; mas acho que chego a irritar as pessoas com muita felicidade. Sou faladeira, já fui fofoqueira, sou HIPER MEGA ULTRA ciumenta (se tenho ciúme, é porque aaamo DEMAIS você!) sou reclamona, sou chorona, sou TUDO. Mudei, sim. Mudei até de ‘personalidade’. Mas pode ter certeza que nunca mudei uma coisa; minha essência. Nunca vou deixar de rir de tudo e de todos, nunca vou deixar de ser persistente, forte e batalhadora. Nunca vou parar de tirar MILHÕES, BILHÕES, TRILHÕES de fotos (‘iguais’ hunf!) nunca vou parar de sentir ciúmes, não adianta. Mas minha esperança é que, mesmo eu sendo uma pessoa muito difícil de lidar, vocês me agüentem. Assim como meus pais me agüentam, você também me agüenta. Me perdoe pelos meus erros, mas não me perdoe pelo meu ciúmes. Eu confio nele. É o meu SÉTIMO sentido, hehe. Nunca deixe de me ouvir, por mais insuportável que eu seja, os meus esporros são pelo seu bem, pela minha preocupação com você. Nunca se esqueça disso.

Obrigada por tudo, Dani. Eu amo você infinitamente. Incondicionalmente. Você SEMPRE estará em meu coração. Como uma tatuagem, que permanece na gente, até a gente morrer.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Revolta

- E o nosso futuro? Você me prometeu que nunca ia me deixar, que não iria partir. - eu estava gritando, praticamente.

- Eu estava errado... Todo mundo comete erros, não é mesmo? - ele abriu um meio sorriso. - Você mesma já cometeu muitos erros e não só comigo. - ele se enrijeceu a partir da palavra erros.

- Vai ficar jogando isso na minha cara? - as lágrimas começaram a escorrer, escapando do meu controle.

- Estou tentando amenizar esse nosso adeus...

As palavras me asfixiaram, como se punhos de aço estivessem me sufocando.