Lembra quando você me disse esses dias no MSN, que ‘ às vezes eu não te entendo, Ana. ’ Lembra-se? Pois, é. Tem dias que nem eu me entendo. Ou melhor, tem dias, não; são quase todos os dias. Eu mudei muito. Muito, muito, muito. Mudei extremamente minha vida. Meus amigos, meu inimigos, meu jeito de vestir, mudei muita coisa em mim mesma. Decepcionei muitas vezes quem eu nunca esperava decepcionar. Fui decepcionada por quem eu nunca imaginaria que poderiam me magoar. Errei muito. Ah, acho que errar é comigo mesma. Cometi muitas MERDAS, muitas BESTEIRAS. Já errei com minha família, com meus amigos, com o colégio, errei com o meu ex namorado, mas principalmente errei muito comigo mesma. Eu acordo, olho pra mim mesma no espelho e sempre me pergunto se vai ser só mais um dia, ou se dessa vez vai ser tudo diferente. Eu poderia dizer que eu não tenho amigos. Que estou sozinha, perdida entre tanta hipocrisia e tantos equívocos desse mundo. Mas eu estaria mentindo. Eu tenho sim, POUCOS AMIGOS. Que eu consigo simplesmente contar nos dedos. Não é porque eu tenho quase oitocentos CONHECIDOS no meu Orkut, que isso signifique que todos eles, são meus amigos, do CORAÇÃO. Eu tenho sim, meus amigos. O problema é que sou eu. Não são vocês. Não são meus amigos. É sempre eu, o problema. Sempre estou envolvida com algum problema, ou em alguma briga. Parece que eu tenho um ímã que atrai coisas ruins pra mim. Sou uma covarde, e sou mesmo. Estaria mentindo se dissesse que não. Covarde porque parei de nadar, achando que não era mais capaz de vencer. Apesar de que eu sempre soube que, na natação, não basta só querer, querer todo mundo quer as coisas, os sonhos, os desejos, não é mesmo, Dani? Covarde porque saí de um colégio no meio do ano, por brigas que eu mesma me envolvi. Covarde por sentir ciúmes dos meus amigos, porque tenho medo de perder eles, pras namoradas, pras ficantes, ou pros rolos intermináveis (leia-se césar, se não entendeu, tudo bem, sou complicada mesmo). Eu sei que você não acredita em deus, mas talvez se não fosse por ele, eu já teria me matado. Não. Não é porra nenhuma de emo, de drama, de exagero, ou de frescura minha. Ninguém sabe como eu sofri. Não sei porque insisto de falar da questão do Michel, mas tudo bem. Acho que não tem coisa pior, do que fazer algo e se arrepender pelo RESTO DA VIDA, ficar quase todos os dias, tentando consertar o erro mas... parece que conforme o tempo eu destruo cada vez mais. Ao invés de eu costurar um coração quebrado, eu pego uma foice e arrebento ainda mais os buracos que deixei no coração da pessoa. Muitas vezes pensei em me matar; ficava pensando ‘por que meu deus? Se você é tão forte, poderoso, e justo, POR QUE não faz NADA para amenizar o meu sofrimento?’ eu tenho muita sorte, apesar de tudo. Tenho amigos verdadeiros, que faço de tudo para não perde-los. E isso conta você, sim! Tenho uma família boa, tenho uma educação. Não fumo, não bebo, só minto um pouco às vezes, mas quem disser que nunca mentiu, tá mentindo! Não estou envolvida em DROGAS. Aquela brincadeira sua e do Giovanni... ah, que coisa não? Sinto muito. Acho que às vezes não sou uma boa amiga. Perdi o Michel, perdi muita gente já na minha vida, e sei que muitas dessas coisas não têm volta. Não vou nunca consertar. E culpada? Eu. Sempre eu. Eu tive que cair para perder tudo, mas no fim isso não tem importância. Sou chata, sou um porre, sou mandona, sou chiclete, sou MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO MUUUUUUUUUUUUUUUUITO FELIZ; mas acho que chego a irritar as pessoas com muita felicidade. Sou faladeira, já fui fofoqueira, sou HIPER MEGA ULTRA ciumenta (se tenho ciúme, é porque aaamo DEMAIS você!) sou reclamona, sou chorona, sou TUDO. Mudei, sim. Mudei até de ‘personalidade’. Mas pode ter certeza que nunca mudei uma coisa; minha essência. Nunca vou deixar de rir de tudo e de todos, nunca vou deixar de ser persistente, forte e batalhadora. Nunca vou parar de tirar MILHÕES, BILHÕES, TRILHÕES de fotos (‘iguais’ hunf!) nunca vou parar de sentir ciúmes, não adianta. Mas minha esperança é que, mesmo eu sendo uma pessoa muito difícil de lidar, vocês me agüentem. Assim como meus pais me agüentam, você também me agüenta. Me perdoe pelos meus erros, mas não me perdoe pelo meu ciúmes. Eu confio nele. É o meu SÉTIMO sentido, hehe. Nunca deixe de me ouvir, por mais insuportável que eu seja, os meus esporros são pelo seu bem, pela minha preocupação com você. Nunca se esqueça disso.
Obrigada por tudo, Dani. Eu amo você infinitamente. Incondicionalmente. Você SEMPRE estará em meu coração. Como uma tatuagem, que permanece na gente, até a gente morrer.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
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